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Transtornos alimentares: nutricionista explica como se alimentar de maneira consciente

Por Jacqueline Moura/Itatiaia, 02/06/2020 às 15:26
atualizado em: 02/06/2020 às 15:44

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Foto: Pixabay/ banco de imagens
Pixabay/ banco de imagens

Nesta terça-feira, 2 de junho, é lembrado o Dia Mundial de Conscientização dos Transtornos Alimentares. A data tem como objetivo promover ações mundiais para conscientizar a população sobre os problemas relacionados aos distúrbios alimentares. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 2,6% da população mundial sofre de Transtorno Compulsivo Alimentar (TCA). O Brasil tem uma das taxas mais altas do mundo, 4,7%, quase o dobro da média mundial.

De acordo com a nutricionista comportamental e esportiva, Ruth Egg, os transtornos alimentares são perturbações que refletem no comportamento alimentar de uma pessoa. Antigamente essas perturbações afetavam atletas e profissionais da moda que sofriam pressão pela necessidade de serem magros para a profissão. Hoje, esses transtornos afetam pessoas que não dependem do peso ou do formato do corpo para sobreviver, mas dependem do peso ou formato do corpo para se sentirem satisfeitas devido a pressão cultural que a mídia impõe. “Muito se engana quem acha que só as mulheres sofrem com esse tipo de pressão. Hoje a gente consegue ver esse tipo de transtorno presente na vida dos homens também, com maior frequência”, detalha a nutricionista. 

“Não existe somente anorexia e bulimia. Foram descobertos outros tipos de transtornos alimentares como ortorexia e compulsão alimentar. Esses não têm formato corporal, podem aparecer tanto num corpo magro quanto num corpo gordo. Por isso, esta data é tão importante. Hoje as pessoas têm associado muito a saúde com a magreza, nem sempre é assim. Existe a saúde em pessoas magras e em pessoas gordas”, explica.

Segundo Ruth Egg, para tratar uma pessoa com transtorno alimentar, a busca é pela restauração de um comportamento alimentar adequado para ela. “Trazer essa pessoa de volta para o foco na saúde, mas sem pensar no peso. Fazer essa pessoa entender que a magreza extrema também é uma doença, que a restrição alimentar não é saudável, fazer exercícios exageradamente para queimar algo que comeu não é saudável, a gente consegue trazer à tona esses transtornos”. 

“A gente consegue lidar de maneira consciente com a alimentação quando a gente volta a atenção para nosso corpo e para o que a gente come. Temos que ouvir os sinais que o corpo dá. Você comer um prato de salada, querendo comer um bolo ou um doce, não significa que você é saudável. Pode ser um sintoma de transtorno alimentar. Quando a gente escuta os sinais do corpo, de fome e de saciedade, a gente consegue comer qualquer alimento da mesma forma. Voltando a atenção para o sabor da comida, para o que ela nos transmite quando estamos comendo. Quando a gente come com cuidado, prestando atenção no que estamos fazendo, conseguimos comer de forma consciente”,  detalha a nutricionista comportamental esportiva, Ruth Egg.

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