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Ministro da Saúde critica governadores, segue no cargo e estudará mudança na quarentena

Por Redação, 25/03/2020 às 19:02
atualizado em: 25/03/2020 às 19:07

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Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, esteve no Palácio do Planalto nesta quarta-feira e participou de reunião com Bolsonaro, ministro e governadores do Sudeste, horas após o presidente afirmar que cobraria do Ministério da Saúde regras mais brandas sobre isolamento contra a Covid-19, que se restringiriam apenas a grupos de risco - idosos e pessoas com doenças crônicas.

Na reunião, Mandetta pediu calma e equilíbrio aos governadores, mas não chegou a endossar o discurso do presidente, segundo pessoas presentes. Para aliados do ministro, ele não deve pedir demissão.

A estratégia de Mandetta deve ser "sair pela tangente", tentando apresentar dados sobre locais que desistiram de medidas mais flexíveis para conter a crise, como o Reino Unido. O ministro, no entanto, já teria demonstrado cansaço pela queda de braço com Bolsonaro.

Segundo fontes da linha de frente de discussões sobre combate à Covid-19 no governo, há grande preocupação sobre o impacto econômico de medidas mais restritivas, o que levou Bolsonaro a pensar em alternativas menos duras. Ainda assim, também é reconhecido no Palácio do Planalto que a saída de Mandetta geraria uma crise na hora errada. "Não se tira o general durante uma batalha", disse um integrante do governo.

Por ora, a leitura é de que mesmo se o governo adotar o "isolamento vertical", a medida tem de ser posta com muito cuidado e forte estratégia de comunicação.

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