356 Dias para Copa
Ursula Nogueira

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O adversário do Galo na Libertadores é o próprio Atlético

Se quiser bater os bolivianos, o Galo terá que se superar.

15/06/2017 às 08:25

Depois de uma grande expectativa, o Atlético conheceu seu adversário nas oitavas de final da Copa Libertadores. O sorteio realizado pela Conmebol, no Paraguai, definiu que o time alvinegro vai enfrentar o Jorge Wilstermann, da Bolívia, dono da segunda pior campanha entre os 16 classificados na fase de grupos.

Os outros confrontos das oitavas são estes: Guaraní-PAR x River Plate; Atlético-PR x Santos; Nacional-URU x Botafogo; Emelec x San Lorenzo; The Strongest x Lanús; Godoy Cruz x Grêmio e Barcelona-EQU x Palmeiras.

O sorteio também definiu os duelos até a final da Libertadores. Caso conquiste a vaga, o Atlético pegará nas quartas de final o vencedor de Guaraní, do Paraguai, e River Plate. Em uma possível participação nas semifinais, o Galo enfrenta quem passar dos confrontos: Emelec x San Lorenzo e The Strongest x Lanús. Ou seja: só vai enfrentar um brasileiro se chegar à decisão.

Sobre o adversário, é importante ressaltar que o Galo pode ter dificuldades fora de casa. Jogando em uma altitude de 2.500 metros, o Jorge Wilstermann tem três vitórias nos três jogos disputados na cidade de Cochabamba, na Bolívia, sendo que delas foi contra o Palmeiras, que, na ocasião, acabou demitindo o técnico Eduardo Baptista. Fora de casa, o time boliviano não tem muito sucesso: perdeu todas.

Esta será a segunda vez que Atlético e Jorge Wilstermann irão se encontrar. Há 19 anos, as equipes disputaram as quartas de final da extinta Copa Conmebol. Na ocasião, o Atlético levou a melhor e garantiu a vaga na semifinal. Agora, a história é outra: LIBERTADORES.

O fato de ter encerrado a fase de grupos na primeira colocação geral dá ao Galo a vantagem de jogar a segunda partida em casa em todos os jogos até o fim da competição. A notícia até que poderia ser boa para os torcedores atleticanos, se não fosse a péssima campanha no Campeonato Brasileiro. 

Pelas redes sociais, torcedores chegaram a agradecer o fato de só enfrentar times brasileiros em uma possível final. A derrota para o Atlético Paranaense, em casa, fez o pessimismo da torcida falar mais alto. E não é pra menos. O time de Roger Machado está na zona de rebaixamento. Apenas um ponto o separa do lanterna do Brasileirão. Conseguiram a proeza de perder duas vezes para os lanternas. São quatro jogos no Horto e apenas uma vitória. E aí eu digo que há, sim, motivos para não se empolgar com a vantagem da Libertadores. O fator casa não é mais tão favorável ao Atlético. É algo que precisa ser revisto.

O Atlético tem nomes importantes que precisam chamar a responsabilidade e fazer a diferença. Já disse em outra coluna que é preciso virar a chave quando estamos falando de competições diferentes, porém, o foco e o empenho precisam ser os mesmos. Qualidade e elenco para disputar o Brasileiro com uma campanha como foi a da fase de grupos da Libertadores, o Atlético tem. Basta querer jogar como tal. 

Se quiser avançar na Libertadores, a mentalidade alvinegra precisa mudar.

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