Rômulo Ávila

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O que espera o Cruzeiro no futuro?

13/09/2019 às 07:00

Bruno Haddad/Cruzeiro

Acredito que o Cruzeiro escapa do rebaixamento neste Brasileirão. Entendo perfeitamente a preocupação da torcida, mas, mesmo com tantos problemas fora das quatro linhas, o elenco tem condição para se afastar da degola. Além disso, a baixa qualidade técnica dos concorrentes deve facilitar a tarefa celeste.

O principal problema para o Cruzeiro está no futuro. Como manter os principais jogadores e contratar reforços para montar um time forte nas próximas temporadas? Mesmo sem dinheiro e com uma dívida que passa de R$ 520 milhões, o Cruzeiro tem um dos elencos mais caros do país. Com isso, atrasar salário virou rotina no clube.  E o pior: por causa de calotes, o Cruzeiro não pode mais contar com parceiros importantes, como o Supermercado BH, e não tem receita suficiente prevista neste ano para quitar o débito com o elenco.

De maneira análoga, a situação do Cruzeiro é a de um cliente que entrou no cheque especial, no rotativo do cartão de crédito, tem problemas na Justiça, teve o nome incluído no SPC, mora de aluguel e perdeu o emprego. Como pagar?  É uma bola de neve.   

Imaginem na próxima temporada! Como manter jogadores como Fred e Thiago Neves, que têm contrato até o fim de 2020 e custam uma fortuna mensal ao clube? O lateral Edilson é outro exemplo de alto salário e vínculo até o fim da próxima temporada.  

Uma saída viável seria negociar jogadores. Mas nem isso pode ser suficiente para tirar o clube celeste do CTI financeiro. Atleta mais valorizado do elenco, Dedé, por exemplo, tem apenas um percentual ligado ao clube. Todas essas situações, aliadas aos graves problemas da atual diretoria, deixam o Cruzeiro com um futuro tenebroso.

Repito: acredito na salvação do Cruzeiro no Brasileirão 2019, mas deixo trecho de uma entrevista recente do técnico Rogério Ceni para reflexão do verdadeiro cruzeirense:

“Todo mundo diz que o Cruzeiro não cai, mas eu ouvia que o Inter não caía, o Corinthians... Em 2013, passei uma situação muito parecida no São Paulo. Nós chegamos ao 18º lugar no campeonato e fomos sair com cinco vitórias e um empate. É um caminho difícil. O clube menor está acostumado a viver essa situação”.

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